Abrace a vida. 

Há certos eventos que marcam imensamente a nossa vida.

Quando são positivos trazem alegria e paz ao coração, porém, quando são negativos guardam muitas vezes angústia e tristeza.
O que fazer então quando as lembranças ruins apertam o coração, mudam a nossa vibração e nos jogam para baixo?
Mudar o foco e olhar para o futuro!
O passado está finalizado, morto, acabado. Não há o que se faça, ele não voltará, não será diferente, simplesmente porque os nossos desejos são diferentes do ocorrido.
Se apaziguar com os fatos então é o primeiro passo. O segundo é aprender as lições. Olhar com distanciamento e você as verá.
O terceiro passo é por seu fico no presente, reverenciando a pessoa que você é hoje e encontrando seus pontos positivos e evolução.
Sonhe com um futuro melhor mas tão melhor que a experiência negativa seja tão somente um fato pequeno e sem importância.
Planeje e haja para que seus maiores sonhos saiam efetivamente do papel.
Somente a ação continua e persistente transforma os maiores sonhos em realidade.
Lembre-se que os passos devem ser firmes, mas não apressados.
Lembre-se que constância é melhor que grandes arroubos, por isso realize algo todos os dias.
É você quem colore sua vida, portanto utilize todas as cores possíveis e que façam sentindo para você.
Meça seus progressos. Recompense-se pelas pequenas conquistas.
Não se distraia. Seus olhos devem estar grudados no objetivo, seus braços devem trabalhar por eles, suas pernas devem caminhar todos os dias de encontro ao seu sonho.
Não se assuste com as quedas e os tropeços, eles são simplesmente parte da história e servem para fortalecê-lo e fazê-lo lembrar da prudência e atenção.
Agradeça tantos os dias bons quanto os de desafio, pois esse é tempero da vida. Nos entendíamos quando a rotina nos encontra, porém fatie os desafios aos quais não pode lidar. Desafio maior do que podemos suportar nos enfraquece e desmotiva.
Peça ajuda, aprenda, aprimore. Experimente.
Não tenha medo de mudar caso ache necessário.
Entenda que viver dá trabalho e realizar sonhos também e muitas vezes essa jornada, assusta demais, mas a recompensa sempre vale muito a pena.
Eventos negativos tomam um novo e melhor significado, com a nossa insistência por dias melhores, por uma vida melhor.
Não tenha medo de viver simplesmente porque algo não deu certo. Melhores e maiores dias estão prontos para ser escritos e como a vida é escolha, escolha viver a melhor vida que você pode viver. Para você. Por você.
Abrace a vida como você abraça seus filhos.
Ela vai retribuir, com significado e superação.
Está dentro de você.
Escolha viver o mais realizador e melhor momento: o agora!
Amorosamente. Respeitosamente. Sabiamente. 😍🙋🙌🙏
Se você se ampara, o Universo conspira e o ampara também! 😉

Um pequeno podcast

Mickey

Um texto lindo de Walt Disney sobre sonhos, decisão, pensamento positivo e realização que eu transformei num pequeno podcast.

Ele mostra o poder da decisão nas nossas vidas:

Transcrição:

“E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de”amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornarem-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.”

Compreensão e empatia

Empatia e compreensão.

No Budismo não há perdão. Ninguém perdoa e ninguém é perdoado.
E eu a cada dia mais compartilho essa mesma idéia. Essa mesma lógica.
Eles dizem que se alguém faz algo para você que o machuca ou maltrata de alguma maneira, então devemos ter em mente que essa pessoa está não está bem consigo.
Da mesma maneira devemos nos colocar no lugar dela e entender circunstâncias e crenças envolvidas no ocorrido.
Nesse ponto chegamos ao meu primeiro contado com estudos de perdão. Perdão é entendimento, é compreensão e é aprendizado.
Quando deixamos para trás todos os nossos primeiros entendimentos do perdão, onde a pessoa que perdoa acaba se coloca numa posição superior, o que mexe com a vaidade a quem se é perdoado o que mexe com a humilhação muitas vezes, podemos efetivamente nos deparar com a compreensão, com o entendimento, com o aprendizado que a situação provoca.
Se estamos aqui para deixarmos um mundo melhor e para evoluirmos como seres humanos podemos pelo menos refletir se está na hora de deixar velhas crenças que já não servem mais.
Devemos aprender, reparar e se regenerar dos nossos mal feitos.
Por outro lado, também não devemos deixar alguém que compreendemos que não está bem nos machucar por não saber lidar com suas próprias feridas.
O melhor é dar um tempo, sair, ou mesmo se afastar momentaneamente ou definitivamente, uma vez que talvez essa pessoa não esteja preparada para mudar sua conduta.
O perdão então tem um peso muito grande na nossa evolução. O perdão não é exatamente algo positivo, pois nos coloca em posição de julgador, que absolve ou condena alguém e aí vem a pergunta, quem somos nós para perdoar?
Nos os seres cheios de defeito e em plena evolução.
Será que compreender, ser empático, colocar limites já não é o suficiente?
Será que nessa compreensão não cabe o deixar ir e seguir para o novo dia somente com as novas crenças? Com o novo entendimento? 

Estado Zen

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Um sentimento não tratado, se transforma numa sombra que é projetada para o mundo muitas vezes de maneira inconsciente. Isso se dá das mais diversas formas, as vezes de maneira inconsequente, mas sem consequência, as vezes de maneiras realmente abusivas ou perigosas.

Por ter não vivido esses momentos ruins na sua essência, afinal de contas ninguém quer sofrer, acessei os meus os piores lados que pareciam explodir sem que eu tivesse a menor condição de prevenir ou reagir a eles.

Esses vêm para nos ensinar qual é realmente a nossa essência. Eles rasgam, questionam, provocam e jogam na sua cara aquilo que a nossa arrogância e vaidade diz não fazer parte das nossas vidas. E ensinam justamente por testar todos os nossos valores, que se não forem fortes nesse momento se quebram como cristal.

Senti coisas as quais não me orgulho, caí algumas vezes por não estar calçada com sentimentos maiores, que haviam sumido, me vi vítima da vida, do apego e da inveja.

Acredito que mesmo que tudo pareça estar estagnado, que você esteja vivendo no lado negro, a vida traz as maneiras corretas de nos forjar. Parece que nada está acontecendo e quando a gente vê já não é de novo a mesma pessoa que era antes da dor começar.

E cada sentimento ruim trouxe a sua lição e sua transformação. E cada sentimento ruim reforçou todos os meus valores, me fez conhecer o meu melhor lado, me mostrou também a força para não sucumbir a crise a qual eu estava inserida.

O que a Monja Coen tem a ver com tudo isso?

Após deixar as sombras livres para se expressar e ver que nem sempre esse resultado é o melhor, para mim e para quem convive comigo, resolvi ir atrás de outras formas de acolhê-las em paz comigo e com o Universo e cheguei nos vídeos da Monja.

Os ensinamentos e o que eu comecei discretamente a praticar, estão trazendo uma paz de espírito muito grande nesse momento da minha vida.

O meu caminho hoje passa por:

  • Praticar o não julgamento;
  • Ouvir mais. Escuta ativa;
  • Procurar não criticar;
  • Procurar não projetar as minhas sombras no outro;
  • Entender os meus sentimentos negativos e utilizá-los para o meu benefício e não para atingir ao próximo;
  • Não dar opiniões não solicitadas;
  • Olhar com distância aos acontecimentos;
  • Praticar o desapego.
  • Praticar o silêncio.

Eu tenho a consciência plena de que esse é um exercício que eu terei que praticar pelo resto dos meus dias. Durante as vinte quatro horas do dia. Sei também que às vezes vou falhar, e nesses momentos serei amorosa comigo mesma e vou recomeçar aprendendo mais uma lição.

Sei que muitas vezes também terei as palavras certas e reconfortantes, caso sejam solicitadas, sei que estarei mais conectada.

Com a minha essência, com os meus semelhantes, com o Universo.

Um gesto de sabedoria muda uma vida.

Vida significativa

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Mudamos as palavras conforme o tempo passa.

Tive as minhas doses de perdas, de enganos e vitórias. Ganhos e perdas, de emprego, amigos, viradas espetaculares e compromisso comigo.

As minhas palavras já não são as mesmas de anos atrás, eu já não sou a mesma. E de novo trocarei a minha casca, pois essa já não me cabe mais.

Sinto o desconforto da mudança chegando e não há o que impeça que ela chegue novamente a te mim.

Nos comunicamos o tempo inteiro nessa eterna solidão.

A solidão bem vivida é saudável, nos faz crescer com a nossa própria companhia. Essa solidão vivida atualmente, não. Dependemos do contato do outro, da espera interminável pela resposta, pela migalha de um pouco de atenção repartida em mil pedaços, com mil pessoas.

Estamos todos deprimidos, todos raivosos, todos mentindo suas fragilidades, suas decepções, suas impaciências, preocupações.

Já não é permitido mostrar. Não podemos perguntar e devemos saber o que responder.

Tudo aquilo a que resistimos, persiste dentro de nós e assim a cada dia mais a humanidade vai se tornando doente.

Menos contato físico, mais conversas e discussões intermináveis, risadas, brigas e lágrimas realizadas na tradução seca e fria de um algoritmo. Sempre protegidos por esse falso escudo.

Um celular, um chip, um aplicativo. É isso que nos conecta. É esse o novo elo que une corações, que une pessoas, que nos faz relacionar-se. ´

Estamos permanentemente perto, juntos, mas realmente estamos conectados? Ou estar “conectados” o tempo todo é somente a nova droga, a nova ilusão?

Você está “on line” ou está presente?

Quantas vezes você leu correndo uma mensagem e respondeu instantaneamente sem ao menos refletir?

Quantas vezes, você refletiu demais para que a sua resposta fosse a mais “sensacional” possível, mas longe do que ia no seu coração?

Quantas vezes você se conectou a mais de uma pessoa, não dando atenção genuína para ninguém?

Percebemos que nossas palavras escritas, não são exatamente representadas quando escrevemos, mesmo que tenhamos tirado 10 a vida toda em redação. A nossa emoção fala ao escrever e esse texto, ao ser lido num futuro, acaba não fazendo o menor sentido até para nós mesmos.

As nossas palavras faladas muitas vezes exprimem velhos sentimentos guardados, que deveriam ter sido elaborados, mas que ainda nos machucam e achamos que por ser através de um aplicativo, que o outro vai sofrer menos, que vai doer menos, que vai machucar menos, ou vai “entender menos do que é”, então aproveitamos e carregamos no sentimento, tudo aquilo que está nos matando por dentro.

E machucamos. Machucamos muito. Com reciprocidade sempre, também somos imensamente machucados pelas duras palavras que chegam até nós.

O outro lado também é verdadeiro. Desejamos amar imensamente, e achamos que amamos através da gélida troca de bites e bytes. Não convivemos. Trocamos palavras.

Enganamos a nós mesmos achando que estamos vivendo aquele amor de Vinícius de Moraes: “aquela coisa que chora, que sofre, que ama e que é só perdão” quando na verdade só estamos nos transformando mais e mais em um ser medroso e desconectado da nossa essência.

Aproveitamos muito, simulamos sentimentos até para nós mesmos, fingimos não ler nas entrelinhas, porque daqui a pouco tudo acabará mesmo! E aí eu deleto, eu excluo, eu continuo, passo para o próximo e ainda finjo estar muito bem e feliz.

Um pouco mais vazio, um pouco mais solitário, um pouco mais perdido, sem entender como nos tornamos tão descartáveis.

Acreditamos piamente que através do aplicativo, vivendo à distância, podemos dizer tudo, falar tudo, tudo é permitido. Planos, declarações, músicas, discussões, podemos ser aquilo que gostaríamos de ser mesmo que a nossa covardia não nos permita.

Podemos através de um celular, viver um romance sem dor, porque ao menor sinal de fraqueza ou fragilidade, você simplesmente ignora deliberadamente, deleta e segue a vida, como se pessoas fossem literalmente um item, uma foto ruim e pudessem ser deletadas, descartadas da nossa vida.

Tivemos séculos, para sermos enfim livres para amar e agora que a oportunidade chegou, covardemente nos escondemos através dos nossos aparelhos de simular a vida real.

Devemos refletir sobre os nossos atos e o que queremos de verdade. Falar menos, postar menos o que eu privilegiar o real, conforme for permitido, estar presente através de encontros, conversas e contato físico.

Precisamos e queremos a risada, o abraço e papos longos, olho no olho e gelado na barriga. Não há nada melhor que chegar em casa após um encontro real com amigos, parentes ou com quem quer que for. Chegamos genuinamente felizes. Preenchidos de vida.

Essas conversas são as que preenchem realmente a alma. São exatamente nos encontros reais que as nossas memórias são feitas.

Não nos enganemos, queremos ainda o “cozimento lento” para qualquer relacionamento. Onde você olha, você cuida, você está lá presente, tanto para não queimar, quando para aumentar o fogo quando for necessário.

Não se engane, conversas de verdade ainda são realizadas pessoalmente.

Queremos a conversa certeira e responsável, menos desentendimentos, mais compreensão, pois quando olhamos nos olhos de alguém sabemos que não podemos falar tudo o que vai à cabeça, tomamos muito cuidado, não podemos e nem vamos prometer o que não podemos cumprir, não faremos planos descabidos, não mentiremos, pois nossos olhos falam por nós.

Quando estamos frente a frente com alguém, estamos conectados com essa pessoa, mas também estamos sendo muito coerentes e conectados com nós mesmos.

Para a vida realmente ter valor, devemos ser aquilo que somos: humanos e entender que meu celular me pertence, eu não pertenço ao meu celular, portanto, preciso ainda de pessoas e abraços, segurar na mão, chorar e ser consolada,  consolar, abraçar, rir até a barriga doer, conversar olhando nos olhos.

Viver uma vida significativa requer mais interesse, compromisso e comprometimento, querer esforço, dá trabalho, mas traz uma recompensa que aplicativo nenhum trará, a certeza de estarmos vivendo verdadeiramente e não simulando a realidade.

Cartas a um Jovem Poeta. Carta Quatro

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“Se procurar amparo na Natureza, no que é nela tão simples e pequeno que quase não se vê mas que inesperadamente pode tornar-se grande e incomensurável; se alimentar esse amor pelo mais ínfimo e se tentar, humilde como um criado, ganhar a confiança do que parece pobre, tudo será para si mais fácil, mais coeso e de algum modo mais conciliador, talvez não no intelecto, que recua atônito, mas no mais íntimo da sua consciência, do seu conhecimento e atenção.

Você é tão jovem ainda, está diante de todos os inícios, e por isso gostaria de lhe pedir, caro Senhor, que tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração e que tente amar as próprias perguntas como se fossem salas fechadas ou livros escritos numa língua muito diferente das que conhecemos. Não procure agora respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver. E tudo tem de ser vivido. Viva agora as perguntas. Aos poucos, sem o notar, talvez dê por si um dia, num futuro distante, a viver dentro da resposta. Talvez traga em si a possibilidade de criar e de dar forma e talvez venha a senti-la como uma forma de vida particularmente pura e bem-aventurada; é esse o rumo que deverá tomar a sua educação; mas aceite o que está por vir com grande confiança, e se ele surgir apenas da sua vontade, de uma qualquer necessidade interior, deixe-o entrar dentro de si e não odeie nada.”

Rainer Maria Rilke, “Cartas a um Jovem Poeta”, Carta Quatro, “Worpswede, junto a Bremen”, 16 de julho de 1903 (páginas 23 e 24)

As águas que mudaram. Um conto Dervixe

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As metáforas e lendas estão aí para nos ensinar e nos mostrar aquilo que muitas vezes uma uma explicação racional não consegue.

No budismo, no cristianismo, no candomblé e no islamismo essas parábolas são contadas e discutidas, com o propósito de nos ensinar as lições importantes sobre nós mesmos.

Às vezes é necessário acessar o nosso lado lúdico, a nossa imaginação para nos certificar que somos tão diferentes e tão iguais a todos os outros.

Para os dias em que nós sentimos sozinhos, por sabermos que na verdade não somos como os outros, que já fomos um deles e que ainda não encontramos aqueles outros que agora são os nossos novos.

Um conto Dervixe para os nossos dias de inadequação e pressão social.

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“Certa vez, Khidr, o professor de Moisés, fez um alerta à humanidade.
Numa determinada data, todas as águas do mundo, menos as especialmente reservadas, desapareceriam.

Em seguida seriam substituídas por uma água diferente que deixaria os homens loucos.

Apenas um homem entendeu o significado desse aviso e guardou uma certa quantidade de água num lugar seguro, esperando acontecer a mudança.

Na data indicada os rios deixaram de correr, os poços secaram e o homem que tinha entendido, vendo tudo isso acontecer, foi para o seu esconderijo e bebeu da água reservada.

Quando viu, do seu posto seguro, que as cachoeiras estavam novamente correndo, ele voltou ao convívio dos outros filhos dos homens, observando que eles agora pensavam e falavam de outra maneira totalmente diferente, mas não se lembravam do que tinha acontecido, nem de terem sido avisados.

Quando tentou falar com eles, percebeu que o julgavam louco, e se mostravam hostis ou compadecidos, mas não o compreendiam.

No início ele não bebia da nova água, voltando ao seu esconderijo todos os dias para se abastecer nas suas reservas.
Finalmente, não suportando mais a solidão em que a sua vida tinha se transformado, porque ele se comportava e pensava diferente de todo mundo, resolveu beber da nova água.

Bebeu e se tornou um deles.

Depois não lembrou mais da sua reserva especial e passou a ser visto como o louco que havia milagrosamente recuperado a razão.”