O que eles vão pensar?

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O que os outros vão pensar?
O que eles pensam de mim quando eu tenho a coragem de ser eu mesma?
Quais são os dedos apontados, os julgamentos, as críticas?
Por que? Para que?
A convenção da idade perfeita, do corpo perfeito, da vida perfeita está nos amarrando invariavelmente numa teia de medos sem fim.
O que eles vão pensar? Pensar do que eu não ganho, das minhas vitórias, das minhas derrotas, das minhas fantasias, das minhas loucuras?
O que eles vão pensar quando sou sensata demais, fiel demais, sobria demais ou bêbada demais?
O que eles vão pensar quando eu simplesmente me sinto livre num mundo cheio de correntes, quando não pertenço a nenhuma tribo. Só pertenço a mim. O que eles vão pensar?
O que eles vão pensar quando me emociono, quando sorrio demais, quando falo demais ou quando calo e escuto?
O que eles vão pensar quando verem meu corpo imperfeito “dentro da perfeição criada” mecanicamente para que tudo seja estético?
O que eles vão pensar quando eu não sigo as convenções ou a crença amplamente respeitada nas redes sociais?
O que eles vão pensar se a minha idade por ser muito ou por ser pouco, ou pode ser nada ou pode ser tudo. Sou velha? Sou nova? Sou? O que eles vão pensar?
O que eles pensarão se eu chorar? E se eu sorrir? E se eu estiver feliz? E se eu me emocionar?
O que eles vão pensar se eu me entristecer?
E se eu for muito verdadeira?
E se eu não fizer jogos?
E se eu realmente quiser?
O que eles vão pensar?
Será que eu posso dançar? Devo ficar parada? Posso comer muito ou devo comer somente a “salada”?
Será que eu posso realmente precisar de ajuda ou devo transparecer uma fortaleza?
Será que eu posso ser eu mesma, ser essência?
Será que eu devo ser um personagem? Devo eu então pertencer a Matrix sem questionar?
O que eles vão pensar se eu me controlo? Frígida? Insensível? E se eu quiser demais? Atirada?
O que eles vão pensar?
E o que eles vão sentir?
Eu quero ser amada, mas é muito difícil conquistar alguém assim.
O que eles vão pensar do meu romantismo ou da minha delicadeza ou da minha firmeza?
O que?
Eu só quero ser e fico o tempo pensando no que eles vão pensar.

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Tempo, Amor, Morte

Vamos falar sobre valores? 

Aquelas palavrinhas mágicas que regem a nossa vida?
Bom, começaremos, então,  pelos três mais importantes deles.
Importantes, porque independente de qualquer movimento que a vida faça ou o que queremos, eles estarão sempre lá, comandando nosso destino, nossas ações e o nosso coração.
Vem um texto muito bom…
Aguarde!

 

Quarenta a quarenta em cinco anos.

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Crédito da imagem do Caminho de Santiago: Luis Filipe Esteves

Dos quarenta aos quarenta e cinco. Cinco anos. Passou num piscar de olhos. Tão rápido quanto um raio, que traz a energia, o barulho e inquietude para a terra.

Mexeu nas minhas estruturas feito um tornado e o mais incrível é que eu entrei nos quarenta anos querendo uma vida tranquila, sem grandes mudanças ou transformações.

Achei que após os quarenta a vida ficaria mais tranquila, entraria num momento de calmaria.

Ledo engano, as minhas maiores transformações estavam apenas começando. Os maiores desafios também.

A palavra metanoia significa mudar de conceito, mudar de ideia ou mudar seus próprios pensamentos. Um conceito trabalhado por Carl Jung e que para nós, simples mas, não meros mortais é mais conhecida como crise da meia idade.

E essa crise vem justamente pela necessidade de rever tudo aquilo que para nós até então era o correto, aquilo que até então funcionava. Transformar a perspectiva, entender o quão longe chegamos, se valeu a pena o esforço, quem somos no momento e como seguiremos em frente, é mais do que necessário para uma vida saudável.

Para entender um pouco, segue o link para o primeiro post, feito há cinco anos no dia do meu aniversário de quarenta anos: https://andreiaworld.wordpress.com/2012/05/28/quarenta-anos/

E seguindo frente, vem essa segunda etapa da vida em que nos preparamos, dia-a-dia, entendendo que caminhamos para o envelhecimento, com a certeza de que estamos fazendo o melhor e que tudo que nos acontece faz parte do amadurecimento e enriquece a nossa jornada.

Se no meu primeiro compartilhamento, quando fiz quarenta anos, eu questionava imensamente esse turbilhão de mudanças, crises e transições, hoje eu estou em paz com todas elas. As encaro de frente, com serenidade e dando o melhor de mim, pois entendo a minha necessidade de mudança constante, de aprimoramento e de questionamento.

Não deixei que aquela pessoa cheia de energia morresse, mas hoje ela aparece nos momentos em que tem que aparecer. Sua energia é canalizada para onde é mais necessária.

Também me deparei com um novo tipo de solidão, aquela causada pelo isolamento compulsório ou voluntario. E com ela olhei de frente para a morte. A metafórica e a literal.

É engraçado que quando eu estava casada, meu maior pavor era me ver sozinha no mundo, vivendo por mim, enquanto meu ex-marido ansiava por viver essa experiência de estar sozinho. Hoje ele está casado e feliz e eu tenho como melhor amiga, a solidão, que não é um peso e nem tampouco uma bandeira. É tão somente uma nova maneira de viver a minha vida, com os benefícios e preços que esse modo de viver cobra.

Somente com essa solidão e em determinado período, isolamento voluntario, é que fui capaz de mergulhar fundo no autoconhecimento e encontrar os tesouros escondidos no coração dessa mulher para sempre inquieta.

Em cinco anos me deparei com o coaching, que é a minha nova profissão, paixão, missão de vida e a ela dedico meu tempo e empenho, meu amor e todos os meus esforços, pois sei exatamente o propósito de estar vivendo algo que muda a vida daqueles que procuram meus serviços e de quebra a minha vida.

Cada sessão é um aprendizado para o coachee e para mim. Não existe prazer maior que ver lágrimas de alegria, pertencimento, gratidão e certeza de estar no caminho certo. Eles choram e eu me emociono sempre.

Estudo muito para me aperfeiçoar mais e mais, pratico incansavelmente tudo o que aprendo para que outros também realizem seus sonhos e que nesse processo, conheçam aspectos da sua personalidade e essência que somente esse impulso de realização é capaz de emergir.

Meu livro está quase pronto, está lindo e é um mergulho profundo nessa jornada de tirar o fôlego. Agora vem a corrida para editar e publicá-lo.

O Caminho de Santiago que era somente uma viagem de autoconhecimento e agradecimento, virou um projeto sensacional, ao qual estou apaixonadíssima e trabalhando para que toque muitos corações, como o próprio caminho que por si, já traz essa vivência.

Plantei novas árvores, a cidadania italiana está do outro lado do Atlântico, com meio caminho andado, mudei de ideia quanto a intercambio, pois, outros projetos, mais alinhados com quem eu sou hoje tem maior prioridade na minha vida. Eu cresci tanto que o intercambio ficou pequeno para mim.

Fui voluntaria de várias formas, inclusive auxiliando em um TEDx São Paulo, umas das minhas paixões. Ganhei uma nova família da vida, amigos queridos, vivi amores e desilusões que me trouxeram muito aprendizado.

Meus amigos casaram e mudaram de vida, como a vida mudou de diversas maneiras, mas sempre alinhada com a inteligência do coração, trazendo novas experiências e perspectivas, mais ricas e completamente distantes de onde tudo isso começou.

Me despedi de coisas e pessoas. Caí, levantei, desapeguei, pintei o apartamento, mudei, saí completamente da minha zona de conforto e aprendi abrir os braços para a vida e receber todos os presentes que ela nos oferece todos os dias. Também aprendi que tudo dura o tempo que durar e é necessário deixar ir.

Conheci tantas pessoas lindas e ricas de nova bagagem, alinhadas com o meu propósito e entendimento nesse momento de vida. Reforcei amizades e também entendi que tudo tem seu tempo e motivo de ser.

Em cinco anos, a vida se transformou tanto e teve tantos novos significados que é necessário um livro para contar em detalhes e ele está saindo do forno!

Para encerrar esse post, eu ensino a todos que se derem a oportunidade de ler até o fim, algo que eu aprendi nos meus treinamentos de coaching, que aplico na minha vida e nos meus coachees:

1 – Confie na sua intuição e na força que reside no seu coração. Elas são a bússola e armas necessárias para enfrentar qualquer desafio. Acredite, elas residem em você e use-as sem moderação.

2 – “Não superestime o que você pode fazer em seis meses e não subestime o que você pode fazer em cinco anos”. Aja hoje. Aja agora. Aja e você verá.

3 – Não tenha medo da inquietude, das crises, dos desafios. Eles lapidam e o torna um ser humano de valor. Saia da zona de conforto, deixe a cabeça vagar pelos caminhos de sonhos e criatividade e as oportunidades aparecerão.

4 – Mensure seus resultados. Tire um tempo para realizar essa análise e entender se você está no caminho certo ou se tem que corrigir a rota. Entre em contato com o seu progresso.

5 –  Seja sempre positivo. A energia que você gasta sendo negativo é sempre muito maior que a que se gasta tendo pensamentos bons e que levam sempre à soluções. Acredite. Eu digo por experiência pessoal.

Por fim, se você estiver alinhado com o seu propósito de vida, vivendo intensamente aquilo que vai no seu coração, você verá que mesmo que ocorram muitos contratempos, você ainda realizará muito mais do que você havia planejado.

Abrace a vida. 

Há certos eventos que marcam imensamente a nossa vida.

Quando são positivos trazem alegria e paz ao coração, porém, quando são negativos guardam muitas vezes angústia e tristeza.
O que fazer então quando as lembranças ruins apertam o coração, mudam a nossa vibração e nos jogam para baixo?
Mudar o foco e olhar para o futuro!
O passado está finalizado, morto, acabado. Não há o que se faça, ele não voltará, não será diferente, simplesmente porque os nossos desejos são diferentes do ocorrido.
Se apaziguar com os fatos então é o primeiro passo. O segundo é aprender as lições. Olhar com distanciamento e você as verá.
O terceiro passo é por seu fico no presente, reverenciando a pessoa que você é hoje e encontrando seus pontos positivos e evolução.
Sonhe com um futuro melhor mas tão melhor que a experiência negativa seja tão somente um fato pequeno e sem importância.
Planeje e haja para que seus maiores sonhos saiam efetivamente do papel.
Somente a ação continua e persistente transforma os maiores sonhos em realidade.
Lembre-se que os passos devem ser firmes, mas não apressados.
Lembre-se que constância é melhor que grandes arroubos, por isso realize algo todos os dias.
É você quem colore sua vida, portanto utilize todas as cores possíveis e que façam sentindo para você.
Meça seus progressos. Recompense-se pelas pequenas conquistas.
Não se distraia. Seus olhos devem estar grudados no objetivo, seus braços devem trabalhar por eles, suas pernas devem caminhar todos os dias de encontro ao seu sonho.
Não se assuste com as quedas e os tropeços, eles são simplesmente parte da história e servem para fortalecê-lo e fazê-lo lembrar da prudência e atenção.
Agradeça tantos os dias bons quanto os de desafio, pois esse é tempero da vida. Nos entendíamos quando a rotina nos encontra, porém fatie os desafios aos quais não pode lidar. Desafio maior do que podemos suportar nos enfraquece e desmotiva.
Peça ajuda, aprenda, aprimore. Experimente.
Não tenha medo de mudar caso ache necessário.
Entenda que viver dá trabalho e realizar sonhos também e muitas vezes essa jornada, assusta demais, mas a recompensa sempre vale muito a pena.
Eventos negativos tomam um novo e melhor significado, com a nossa insistência por dias melhores, por uma vida melhor.
Não tenha medo de viver simplesmente porque algo não deu certo. Melhores e maiores dias estão prontos para ser escritos e como a vida é escolha, escolha viver a melhor vida que você pode viver. Para você. Por você.
Abrace a vida como você abraça seus filhos.
Ela vai retribuir, com significado e superação.
Está dentro de você.
Escolha viver o mais realizador e melhor momento: o agora!
Amorosamente. Respeitosamente. Sabiamente. 😍🙋🙌🙏
Se você se ampara, o Universo conspira e o ampara também! 😉

Um pequeno podcast

Mickey

Um texto lindo de Walt Disney sobre sonhos, decisão, pensamento positivo e realização que eu transformei num pequeno podcast.

Ele mostra o poder da decisão nas nossas vidas:

Transcrição:

“E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de”amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornarem-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.”

Compreensão e empatia

Empatia e compreensão.

No Budismo não há perdão. Ninguém perdoa e ninguém é perdoado.
E eu a cada dia mais compartilho essa mesma idéia. Essa mesma lógica.
Eles dizem que se alguém faz algo para você que o machuca ou maltrata de alguma maneira, então devemos ter em mente que essa pessoa está não está bem consigo.
Da mesma maneira devemos nos colocar no lugar dela e entender circunstâncias e crenças envolvidas no ocorrido.
Nesse ponto chegamos ao meu primeiro contado com estudos de perdão. Perdão é entendimento, é compreensão e é aprendizado.
Quando deixamos para trás todos os nossos primeiros entendimentos do perdão, onde a pessoa que perdoa acaba se coloca numa posição superior, o que mexe com a vaidade a quem se é perdoado o que mexe com a humilhação muitas vezes, podemos efetivamente nos deparar com a compreensão, com o entendimento, com o aprendizado que a situação provoca.
Se estamos aqui para deixarmos um mundo melhor e para evoluirmos como seres humanos podemos pelo menos refletir se está na hora de deixar velhas crenças que já não servem mais.
Devemos aprender, reparar e se regenerar dos nossos mal feitos.
Por outro lado, também não devemos deixar alguém que compreendemos que não está bem nos machucar por não saber lidar com suas próprias feridas.
O melhor é dar um tempo, sair, ou mesmo se afastar momentaneamente ou definitivamente, uma vez que talvez essa pessoa não esteja preparada para mudar sua conduta.
O perdão então tem um peso muito grande na nossa evolução. O perdão não é exatamente algo positivo, pois nos coloca em posição de julgador, que absolve ou condena alguém e aí vem a pergunta, quem somos nós para perdoar?
Nos os seres cheios de defeito e em plena evolução.
Será que compreender, ser empático, colocar limites já não é o suficiente?
Será que nessa compreensão não cabe o deixar ir e seguir para o novo dia somente com as novas crenças? Com o novo entendimento?